20 curiosidades que os psicólogos gostariam de contar


  1. ​NÃO! Nós não julgaremos o seu problema. Por mais que você o ache bobo ou inconfessável, é bem provável que o terapeuta e outros pacientes já tenhamos passado por algo parecido.

  2. Não se preocupe em segurar a onda o tempo todo, isso não é sinal de equilíbrio. Expressar o que você está sentindo é importante e, nós somos treinados para lidar com surtos de ansiedade ou crises de choro.

  3. De perto, ninguém é normal. Não precisa ter medo de confessar suas intimidades, por mais vergonhosas que elas sejam.

  4. Tudo é material que revela como uma pessoa se organiza mentalmente, como pensa e sente. Chegar atrasado, atrasar pagamento, faltar à sessão, as coisas que escolhe falar e escolhe não falar. Tudo tem uma motivação para acontecer.

  5. Muita gente conta a sua história e pergunta: "eu tô louco? Isso é depressão?" Diagnósticos podem ser úteis, mas, é mais importante ouvir o que você está sentindo do que dar um nome para isso. Rótulos as vezes mais atrapalham do que ajudam no processo terapêutico.

  6. A fonte de quase todo sofrimento tem a ver em alguma medida com dificuldades em se comunicar. Boa parte do que uma terapia promove é ajudar a pessoa a lidar com o que existe dentro dela e melhorar a comunicação interpessoal.

  7. Nós não vamos dar palpites na sua vida. Você é quem toma as decisões. Nosso maior objetivo é aumentar sua capacidade de ter consciência a respeito do que sente e do que deseja para a sua vida.

  8. Nós não temos respostas para tudo. E nem pretendemos ter, nosso trabalho é ajudá-lo a encontrar essas respostas internamente. Mas com certeza iremos ajudar a pensar em alternativas.

  9. As vezes você vai achar que só está “desabafando”, mas estamos analisando. Tudo o que você fala em sessão é analisado, pode ser que não seja possível uma interpretação naquele momento, pensaremos a respeito para trabalhar.

  10. O silêncio é importante. Aceite-o. A gente também tem dificuldade de manter aqueles momentos de silêncio durante uma sessão. Mas fazemos um esforço para permitir que eles aconteçam.

  11. É parte fundamental do processo trabalhar a relação com o terapeuta. Então fale quando a sessão te deixa com raiva, com medo, ou muito feliz.

  12. Depois de um tempo, a gente acaba sentindo um tipo de amor pelos nossos pacientes. É impossível conhecer alguém tão profundamente sem desenvolver um carinho muito grande por ele.

  13. Quando a gente sabe que algum evento grande vai acontecer na sua vida, ficamos esperando a sessão seguinte como se fosse um episódio da nossa série favorita. Porque a gente torce por você!

  14. Se o seu terapeuta falou alguma coisa sobre você sentir falta de Deus, sobre "curar homossexualidade" ou terapia de vidas passadas, CORRA. DENUNCIE. Ele não está utilizando técnicas científicas e pode ser cassado.

  15. Não fique chateado se a gente não te aceitou nas redes sociais ou não respondeu ao seu "e você, como está?" Embora tenhamos uma relação, o foco será sempre você e a sua vida, se não, os papéis se confundem e a terapia pode ficar comprometida.

  16. É sempre muito estranho encontrar paciente fora do consultório. Uma relação terapêutica não é como uma relação social normal. As regras que valem numa terapia são bem diferentes das relações sociais cotidianas.

  17. A gente só quebra o sigilo das sessões em duas situações. Em estudos de caso entre terapeutas (sem identificar o paciente) ou quando você ou outra pessoa correm risco de vida.

  18. A gente também faz nossa terapia para poder dar conta de toda a informação que vem em nossa direção. Além dos nossos próprios problemas pessoais, temos que lidar com toda carga emocional do nosso trabalho.

  19. Nós não somos emocionalmente perfeitos. Temos problemas, nos estressamos, ficamos com raiva e as vezes tristes, em resumo: Somos Humanos!

  20. A gente deseja e respeita o seu momento de deixar a terapia. Mas se quiser mandar um alô de vez em quando a gente fica contente.

Artigo adaptado do original pulicado no BuzzFeed

#curiosidades #PsicologiadaVila #psicologia #psicanálise #psicólogo